Porto Velho, 15 de julho de 2024 - Uma forte mobilização dos garis da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), em conjunto com a vereadora Ellis Regina e o Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (Sindeprof), resultou no arquivamento do polêmico projeto de lei que visava criar a figura do "Gari Comunitário". O projeto, proposto pelo vereador Joel da Enfermagem, enfrentou críticas da categoria, que viu a medida como uma tentativa de precarizar o trabalho dos profissionais da limpeza urbana.
O projeto de lei, que seria votado na Câmara Municipal de Porto Velho, propunha a criação do "Gari Comunitário", uma modalidade de atuação voltada para o atendimento em comunidades específicas. No entanto, o projeto foi recebido com resistência pelos garis e seus representantes, que consideraram a proposta uma forma de terceirização da limpeza pública. Sem o apoio da categoria, o vereador Joel da Enfermagem decidiu retirar o projeto de pauta, arquivando-o indefinidamente.
Durante o ato de mobilização, garis se reuniram em frente à Câmara Municipal para protestar contra o projeto. A vereadora Ellis Regina, que se posicionou como uma defensora dos trabalhadores da limpeza urbana, ressaltou a importância de realizar concursos públicos para a contratação de garis, ao invés de criar novas modalidades que possam precarizar o serviço. “A cidade precisa de garis contratados de forma justa e com estabilidade, e não de novos modelos que possam desvalorizar esses profissionais”, afirmou Ellis.
A mobilização foi vista como um marco para os garis de Porto Velho, que demonstraram unidade e força para defender seus direitos. Representantes do Sindeprof também se manifestaram, reforçando a necessidade de condições dignas de trabalho e criticando qualquer forma de terceirização que possa diminuir a qualidade dos serviços prestados.
"Somos contra qualquer iniciativa que venha a precarizar o trabalho dos nossos servidores. Este projeto de lei não considerou a voz daqueles que realmente fazem a limpeza das ruas e garantem o bem-estar da nossa cidade", destacou um representante do Sindeprof.
O episódio trouxe à tona discussões importantes sobre a valorização dos garis e a política de limpeza urbana na capital rondoniense. A mobilização dos trabalhadores resultou não apenas no arquivamento do projeto, mas também em um sinal claro de que a categoria está disposta a lutar por condições de trabalho mais dignas e pela garantia de seus direitos.
Por outro lado, o arquivamento do projeto de lei abre um espaço para o debate sobre políticas públicas que realmente atendam às necessidades da limpeza urbana e que valorizem os garis como profissionais essenciais para a cidade. O movimento liderado pelos garis e apoiado por parlamentares como Ellis Regina pode levar a novas propostas que contemplem melhorias no setor, desde a contratação adequada de novos servidores até o investimento em melhores equipamentos e condições de trabalho.